Da Intenção ao Gesto: Aproximações e Distanciamentos entre Informações Oficiais e Percepções Maternas sobre Amamentação

Escrito por  //  29 enero, 2014  //  Artículos, Edición 88  //  Sin comentarios

Irene Rocha Kalil
irenekalil@gmail.com

Luiz Marcelo Robalinho Ferraz
marcelorobalinho@yahoo.com.br

Adriana Cavalcanti de Aguiar
adriana.aguiar@post.harvard.edu

Resumo

Este artigo reflete sobre o discurso oficial e a prática do aleitamento materno no Brasil a partir da análise de cartaz produzido pelo Ministério da Saúde e entrevistas junto a um grupo de mães. Baseados nos conceitos de aprendizagem significativa, que defende a articulação de uma informação nova com algum aspecto relevante da estrutura cognitiva de um indivíduo (Moreira, 1999) na perspectiva da construção do conhecimento, e de apropriação, oriundo do campo da comunicação (Chartier, 1999), analisamos como o poder público constrói o discurso hegemônico sobre a amamentação a partir de determinadas evidências científicas disponíveis e como ele interage com o conhecimento e práticas das entrevistadas. Apesar de existirem as condições básicas para aprendizagem significativa desse conteúdo, entendemos que a campanha se estrutura conforme um modelo de comunicação vertical e unidirecional, contrariando a ideia de Novak de o evento educativo como ação para troca de significados e sentimentos (Moreira, 1999). Os resultados apontam que o conhecimento oficial ou científico não é necessariamente o mais apropriado ou adequado para as mães de acordo com suas experiências de amamentação.

Palavras-chave: Amamentação, aprendizagem significativa, apropriação, discurso científico, informação,  comunicação em saúde

Abstract

This article reflects on the official discourse and practices of breastfeeding in Brazil via the analysis of an advertisement produced by Ministry of Health and interviews with a group of mothers. Based on the concepts of meaningful learning that points to the articulation of new information with components of one’s cognitive structure (Moreira, 1999), taking into account the construction of knowledge, and the concept of appropriation, that emerges from the field of communication (Chartier, 1999), we analyze how the public sector builds the hegemonic discourse about breastfeeding from certain scientific evidences availables and how this interacts with the knowledge and practices of the interviewees. Although there are basic conditions to meaningful learning of such content, we argue that the campaign adopts a vertical and unidirectional model of communication, as opposed to the idea of Novak about an educational event as the exchange of meaning and feelings (Moreira, 1999). The data indicate that the official or scientific knowledge is not necessarily the most appropriate for mothers based on their experiences of breastfeeding.

Keywords: Breastfeeding; meaningful learning; appropriation; scientific discourse; information and health communication.

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