Ampliando Audiências: Por um Museu Menos Excludente

Escrito por  //  29 enero, 2014  //  Artículos, Edición 88  //  Sin comentarios

Carlos Alberto Quadros Coimbra
caqcoimbra@mast.br

Sibele Cazelli
sibele@mast.br

Maíra Freire Naves Corrêa
maira@mast.br

Isabel Lourenço Gomes
isabelgomes@mast.br

Resumo

Este artigo apresenta os resultados da pesquisa Observatório MAST que foi realizada junto ao público de visitação espontânea do Museu de Astronomia e Ciências Afins, em 2013, e discute a importância de se conhecer a audiência de museus para se obter um bem sucedido processo de comunicação. O artigo problematiza ainda os desafios que devem ser enfrentados em relação à investigação e à comunicação com os diferentes tipos de audiências de museus e sugere caminhos para levar os mesmos a se tornarem espaços culturais menos socialmente excludentes. A pesquisa sobre o público de visitação espontânea confirma resultados obtidos anteriormente. A visita se faz majoritariamente em grupo, onde predominam os laços de família. O tamanho médio do grupo é de quatro pessoas, formado por dois adultos e duas crianças. O visitante do MAST tem o hábito de visitar outros museus, tem nível educacional e renda familiar acima da média da população. Ele visita o museu pela primeira vez e o faz para conhecê-lo, e entreter-se junto aos membros de seu grupo. É a opção pelo lazer cultural que promove a reprodução do capital cultural dentro da família. Para ampliar essa audiência os museus recorrem a visitações programadas de grupos escolares, de grupos de profissionais e outros. Este empenho, de fato, traz ao museu pessoas que por si mesmas talvez não tivesse oportunidade de fazer a visita. No entanto, um esforço bem maior é preciso ser feito para levar aos museus aquelas pessoas que sequer sabem que podem fazê-lo. Este esforço é mais eficiente quando estimula a visitação de grupos de família de certas comunidades, reproduzindo a estrutura dos grupos de visitação espontânea, promovendo o empoderamento e a criação de capital cultural.

Palavras-chave: museus de ciência, educação em museus, audiência de museus, inclusão social.

 Abstract

This article presents the results of survey research conducted by the Museum of Astronomy, MAST, in Rio de Janeiro, with its public of spontaneous visitors in 2013. It discusses the importance of studying museum audiences in order to achieve a successful communication process. The article also discusses the challenges that must be addressed in relation to research and communication with different types of museums audiences and suggests ways to bring the museum to become cultural spaces less socially exclusive. Research on the public of spontaneous visitation confirms results obtained previously. The visit is largely done in groups dominated by family ties. The average group size is four persons, consisting of two adults and two children. The visitor who comes to MAST has a habit of visiting other museums, has above average educational level and net family income. He usually is visiting the museum for the first time and its reason for doing so is to know the museum and to entertain its group members. It is the choice of a cultural leisure that promotes the reproduction of cultural capital within the family. To broaden this audience museums resort to scheduled visitations of school groups, professional groups and others. This commitment, in fact, brings to the museum many who themselves may not have had the opportunity to visit. However, a much greater effort needs to be done to bring in those people who don’t even know they can visit museums. This effort is most effective when it encourages visits of family groups from certain communities, reproducing the structure observed in the groups of spontaneous visitors, promoting empowerment and the creation of cultural capital.

Key words: science museum, museum education, museum audiences, social inclusion.

 

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